Alopecia Areata

Alopecia Areata

O que é alopecia areata?

 

A alopecia areata é uma condição médica caracterizada pela perda repentina e imprevisível de cabelo em áreas específicas do corpo. Geralmente, essa perda de cabelo ocorre no couro cabeludo, mas pode afetar qualquer parte do corpo que tenha pelos, incluindo sobrancelhas, cílios e pelos corporais.

A causa exata da alopecia areata não é totalmente compreendida, mas é considerada uma doença autoimune. Nesse tipo de condição, o sistema imunológico ataca erroneamente os folículos pilosos, levando à queda de cabelo. A alopecia areata pode afetar pessoas de qualquer idade, sexo ou etnia.


Quais os sintomas?


1. Queda de cabelo repentina: A característica principal da alopecia areata é a perda de cabelo súbita, e geralmente ocorre em áreas específicas do couro cabeludo ou do corpo.


2. Áreas sem cabelo: A condição geralmente resulta na formação de áreas arredondadas ou ovais sem cabelo no couro cabeludo. Essas áreas podem variar em tamanho e podem se fundir ao longo do tempo.


3. Pele normal: A pele nas áreas afetadas geralmente parece normal, sem sinais de vermelhidão, coceira ou inflamação.


4. Pode afetar outras áreas: Embora o couro cabeludo seja frequentemente afetado, a alopecia areata também pode ocorrer em outras partes do corpo, como sobrancelhas, cílios, barba, axilas, genitais e membros.


5. Variação na gravidade: A extensão da perda de cabelo pode variar de pequenas áreas afetadas a perda total de cabelo no couro cabeludo (alopecia totalis) ou em todo o corpo (alopecia universalis).


6. Regeneração do cabelo: Em alguns casos, o cabelo pode crescer novamente espontaneamente, mesmo sem tratamento. No entanto, a condição pode ser recorrente, com episódios de queda de cabelo e regeneração.


7. Associação a outras condições: A alopecia areata pode estar associada a outras condições autoimunes, como doenças da tireoide, vitiligo, doenças inflamatórias intestinais, dentre outras.


Como é feito o diagnóstico?

 

O diagnóstico da alopecia areata geralmente é feito com base na observação dos sintomas e na realização de uma avaliação clínica por um dermatologista. O médico irá considerar os seguintes aspectos:


Histórico médico e familiar: O médico perguntará sobre qualquer história de perda de cabelo na família, condições autoimunes ou outras questões de saúde relevantes.


Exame físico: Consiste no exame das áreas afetadas, observando o padrão de perda de cabelo e avaliando a condição geral do couro cabeludo e da pele.

 

Tricoscopia: O médico pode realizar um exame de tricoscopia, que envolve o uso de um dermatoscópio, que é um dispositivo de aumento, para examinar de perto os folículos capilares e o couro cabeludo.


Exames de sangue: Em alguns casos, podem ser realizados exames de sangue para verificar se há anormalidades nos níveis de hormônios ou indicadores de condições autoimunes.


Biópsia do couro cabeludo: Em casos mais complexos ou para confirmar o diagnóstico, o médico pode realizar uma biópsia do couro cabeludo, removendo uma pequena amostra de tecido para análise laboratorial.


Depois do diagnóstico, o médico pode discutir opções de tratamento adequadas para o seu caso específico.


Quais os tratamentos?


O tratamento da alopecia areata pode variar dependendo da extensão da perda de cabelo e da resposta individual ao tratamento. Vale ressaltar que não existe uma cura definitiva para a alopecia areata, mas alguns tratamentos podem ajudar a estimular o crescimento do cabelo ou controlar a progressão da condição. Algumas opções de tratamento incluem:


1. Corticosteroides tópicos: Aplicações de cremes ou loções contendo corticosteroides podem ser prescritas para reduzir a inflamação nos folículos capilares e estimular o crescimento do cabelo.


2. Injeções de corticosteroides: Injeções de corticosteroides, como triancinolona, podem ser administradas diretamente nas áreas afetadas do couro cabeludo. Isso é frequentemente usado para tratar áreas menores de alopecia areata.


3. Terapia de luz ultravioleta (UV): A terapia de luz UV, muitas vezes combinada com psoraleno (conhecida como PUVA), pode ser uma opção de tratamento para algumas pessoas. No entanto, seu uso pode ter efeitos colaterais e requer monitoramento cuidadoso.


4. Imunoterapia: Substâncias irritantes ou agentes sensibilizadores, como difenciprona, podem ser aplicados no couro cabeludo para desencadear uma reação imunológica localizada e estimular o crescimento do cabelo.


5. Tratamentos com minoxidil: O minoxidil, um medicamento tópico ou oral, geralmente usado para tratar a queda de cabelo, também pode ser prescrito para pessoas com alopecia areata. No entanto, a eficácia pode variar.


6. Cremes tópicos de antralina: A antralina é uma substância química que pode ser aplicada no couro cabeludo para ajudar a estimular o crescimento do cabelo. No entanto, pode causar irritação na pele.


7. Medicamentos imunossupressores: Em casos mais graves, medicamentos imunossupressores, como corticosteroides orais ou drogas que atuam no sistema imunológico, podem ser prescritos.


8.Inibidores da JAK: Essa é uma classe de medicamentos do tipo pequenas moléculas que visam atuar na resposta inflamatória contra o folículo piloso.


9. Terapias alternativas: Algumas pessoas podem buscar terapias alternativas, como acupuntura, óleos essenciais ou suplementos nutricionais, embora a evidência científica para a eficácia desses métodos seja limitada.


10. Tratamento psicológico: É necessário a avaliação psíquica do paciente para verificar e tratar possíveis fatores emocionais desencadeantes da doença, bem como tratar os impactos emocionais que a doença já instalada pode gerar.


É importante discutir as opções de tratamento com um dermatologista, considerando fatores como a extensão da perda de cabelo, o histórico médico e a preferência pessoal. Cada caso de alopecia areata é único, e o tratamento pode precisar ser adaptado às necessidades individuais do paciente.